<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16419622</id><updated>2011-07-08T00:21:03.005+01:00</updated><title type='text'>Rede Expresso [Évora]</title><subtitle type='html'>A cobertura das Autárquicas 2005 na «blogosfera».</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://redeexpevora.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16419622/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redeexpevora.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>EXPRESSO Autárquicas 2005</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12546753247429146031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='11' src='http://online.expresso.clix.pt/common/imgs/cabeca_redeexp.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16419622.post-112792833537113341</id><published>2005-09-28T18:25:00.000+01:00</published><updated>2005-09-28T18:25:35.376+01:00</updated><title type='text'>Rede Expresso [�vora]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Vasco da Câmara Pereira, candidato do PPM à Câmara de Évora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Queremos dar valor às pessoas”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aproximar os cidadãos da vida política, apostar nas potencialidades das freguesias rurais e na preservação do património histórico e ambiental de Évora são prioridades para Vasco da Câmara Pereira, candidato pelo PPM à presidência da Câmara de Évora&lt;br /&gt;Fica deste forma concluído um ciclo de entrevistas com os diversos cabeças-de-lista à Câmara Municipal de Évora.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diário do Sul &lt;/strong&gt; No contexto de um pequeno partido num concelho bipolarizado entre dois partidos de esquerda, o PS e a CDU, o que o leva a candidatar-se à Câmara de Évora?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vasco da Câmara Pereira &lt;/em&gt; É um caminhar natural do próprio PPM, com o rejuvenescimento e crescimento do partido. Achámos por bem candidatarmo-nos com as nossas próprias listas e aqui estamos a concorrer à Câmara e à Assembleia Municipal de Évora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não há estrutura para mais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos ter apresentado listas a uma ou outra freguesia. As freguesias são a base da organização autárquica e este partido tem uma base  muito familiar. Defendemos muito a família que é a célula base da nossa sociedade. Isso não sucedeu porque, de facto, o que dá visibilidade  é a candidatura à Câmara Municipal. Tanto que, por exemplo, vocês entrevistam os candidatos a presidente de Câmara e não os candidatos à Assembleia Municipal ou às Juntas de Freguesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A 9 de Outubro vai a votos. O que é que traz de novo relativamente a todas as outras candidaturas à Câmara de Évora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que queremos é humanizar a actividade política. Não esquecer que antes de eleitores os cidadãos são pessoas. Temos também de dar mais valor à Assembleia Municipal onde se encontra representada a voz do povo. A Câmara é um poder executivo, o gestor do bem comum. A Assembleia Municipal é a verdadeira voz do povo e não podemos pensar que as Câmaras se ganham ou perdem.  A Câmara não é deste ou daquela partido. A gestão da Câmara Municipal é que pode estar nas mãos de um ou de outro ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E acha que aqui em Évora essa gestão tem andado distante dos cidadãos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em Évora e em todo o País existe uma distância cada vez maior entre os cidadãos e as autarquias. As pessoas já não se revêm muito nem nos vereadores nem no próprio presidente da Câmara. Acabam por votar mais no partido do que nas pessoas. Nós no PPM queremos dar valor às pessoas, ouvir a Assembleia Municipal e as Freguesias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parte para esta campanha com algum objectivo eleitoral? Consegue quantificar o que seria um bom resultado para o PPM?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não temos essa noção . Já não concorríamos sozinhos há muitos anos e não temos um resultado histórico para pensarmos num determinado número de votos. Sabemos que com cerca de mil votos conseguiremos eleger alguém para a Assembleia Municipal. O nosso grande objectivo é começar a trabalhar hoje para daqui a quatro anos. Estamos a começar a ver um grande movimento de jovens a aderir ao ideal monárquico, às ideias do nosso orgulho nacional, da nossa cultura, do nosso património.  Logo veremos qual a expressão que teremos nas urnas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é que vê a cidade de Évora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou de Évora mas vim para aqui em miúdo e aqui resido. Tenho a minha vida radicada na cidade, o meu emprego, a minha casa. Hoje, a cidade continua bonita embora tenha algumas deficiências na visibilidade exterior. Não podemos viver só do turismo e não nos podemos esquecer que Évora não é só cidade, é também o mundo rural. Temos de pensar a qualidade de vida das pessoas não apenas para a cidade mas também para as freguesias rurais. A pressão urbana na cidade é tão elevada, basta olharmos para o custo da habitação, que temos de olhar para o mundo rural. Temos de preservar o nosso património histórico e ambiental e aproveitar as potencialidades existentes no mundo rural. Muitas vezes a cidade vive de costas voltadas para as freguesias rurais. Vamos também precisar de mais actividades culturais e de dinamização do centro histórico.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;posted by redeexpresso@autarquicas2005&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16419622-112792833537113341?l=redeexpevora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redeexpevora.blogspot.com/feeds/112792833537113341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16419622&amp;postID=112792833537113341' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16419622/posts/default/112792833537113341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16419622/posts/default/112792833537113341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redeexpevora.blogspot.com/2005/09/rede-expresso-vora_112792833537113341.html' title='Rede Expresso [�vora]'/><author><name>Diário do Sul (Évora)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03831971438122979641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16419622.post-112747197968207662</id><published>2005-09-23T11:39:00.000+01:00</published><updated>2005-09-23T11:39:39.693+01:00</updated><title type='text'>Rede Expresso [�vora]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;José Ernesto Oliveira, candidato do PS à Câmara de Évora&lt;br /&gt;“Confiança na obra feita”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria absoluta é o objectivo eleitoral de José Ernesto Oliveira, candidato pelo PS a um segundo mandato à frente da Câmara de Évora. O autarca assegura estar “confiante” no julgamento dos eleitores, diz que houve avanço em todos os compromissos eleitorais assumidos há quatro anos e acusa PCP e PSD de se terem constituído em “força de bloqueio” para travar o desenvolvimento da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redacção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário do Sul – Como é que está a decorrer a sua campanha? Está confiante no resultado? Qual o seu estado de espírito para este combate eleitoral?&lt;br /&gt;José Ernesto Oliveira –Parto naturalmente com confiança na obra feita, nos sinais que recebo do eleitorado em geral e dos agentes económicos, sociais e culturais da nossa cidade. Mas parto também para esta campanha com um profundo respeito pelos adversários e disponível, é esse o tom que tenho imprimido, para trabalhar seriamente, apresentar as nossas propostas, as nossas razões e fundamentalmente para defender um projecto iniciado há três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Um projecto que resume de que forma?&lt;br /&gt;J.E.O. - Um projecto de concretização de uma ideia e de uma estratégia para Évora que precisa de continuar a ser demonstrada, afirmada, com convicção, sem arrogância mas com muita confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Manter a maioria absoluta é o objectivo?&lt;br /&gt;J.E.O. - Penso que era bom para Évora que a maioria absoluta fosse mantida porque queria condições de estabilidade e de trabalho muito melhores enquanto a legislação for a actual. Os projectos do PS e do PCP são completamente distintas e antagónicos que dificilmente encontrariam possibilidade de se compatibilizarem numa estratégia comum. De forma que era bom para a cidade e para o concelho a obtenção dessa maioria absoluta pelo PS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Uma das críticas que tem sido apontada à sua liderança prende-se  com alguma instabilidade ao nível da equipa de vereadores. De tal forma  que às próximas eleições não se recandidata nenhum dos vereadores que o acompanhou há quatro anos?&lt;br /&gt;J.E.O. - É um processo natural, normal. As equipas são formadas por pessoas cujos projectos de vida  decorrem em paralelo com as funções autárquicas e deu-se o mero de acaso de os vereadores que me acompanharam, por razões pessoais e da sua estrita vida pessoal e familiar, não haver condições para continuarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade com ambição&lt;br /&gt;D.S. - O que é que mudou em Évora nestes quatro anos? Qual foi, na sua opinião, o grande traço de mudança?&lt;br /&gt;J.E.O. - Se quiser, dois grandes traços de mudança e um sublinhado. Mudou o paradigma, a cidade hoje tem ambição, abandonou os tempos da depressão, de uma cidade parada, vivendo exclusivamente de uma imagem patrimonial de grande qualidade que foi preservada. Hoje, Évora mantém essa visão de si própria, de património e de cultura, mas que também quer ser uma cidade de oportunidades, capaz de se constituir como motor de desenvolvimento regional. Esta foi uma profunda mudança, reconhecida por todos. Há uma nova dinâmica, uma nova perspectiva e uma nova determinação em que conseguir que Évora siga o caminho justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - O segundo traço de mudança?&lt;br /&gt;J.E.O. -Foi a forma como a cidade se passou a relacionar dentro de si própria. O cunho  fortemente imposto por uma máquina partidária que se tornava omnipresente em toda a vida da cidade foi extinto. A cidade hoje respira uma atmosfera diferente, com maior liberdade dos seus vários actores, maior disponibilidade para todos se ouvirem mutuamente e para procurarem as parcerias necessárias para o desenvolvimento. É uma gestão muito mais partilhada,  muito mais repartida e chamando permanentemente à convergência todos os actores institucionais e dos vários domínios da nossa cidade. Depois há um sublinhado, a aposta no social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Como assim?&lt;br /&gt;J.E.O. - Nunca Évora teve uma gestão onde a marca social, de solidariedade com os que menos têm, os mais fracos, os que têm menos voz, foi tão conseguida. Hoje temos o cartão social do munícipe idoso que protege 1200 famílias da nossa cidade com subsidiação das despesas com a saúde, com os transportes, pequenas reparações domésticas, taxas municipais. Temos mais de de 200 famílias a residirem em habitações entregues e construídas por este Executivo. Hoje a câmara chamou sobre si a preocupação com a habitação, sobretudo para os mais carenciados. E posso acrescentar ainda a parceria com todas as associações que se dedicam  à protecção social dos idosos, dos deficientes, dos mais desfavorecidos e que hoje são fortemente apoiadas  pelo orçamento municipal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Quando nos cartazes de campanha escreve que quatro anos é pouco tempo há aí também o reconhecimento implícito de algumas das coisas que ficaram por fazer. Tem argumentado com a situação financeira em que encontrou a autarquia. Desse ponto de vista, a situação é hoje melhor?&lt;br /&gt;J.E.O. -A situação é francamente melhor. A situação financeira da Câmara é hoje conhecida, está perfeitamente delimitada nos seus contornos, está controlada e a dívida tem vindo a diminuir. Conseguimos manter o investimento municipal em múltiplas obras e conseguimos recuperar o bom nome da Câmara junto de fornecedores e de empreiteiros. A autarquia estava à beira de ser inibida do uso de cheques tal a imagem de incumprimento que já tinha mesmo perante a banca. Acima de tudo, conseguimos equilibrar a gestão financeira do município entre receitas e despesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprir compromissos&lt;br /&gt;D.S. - E dessas dificuldades financeiras resultou a impossibilidade de concretizar algumas das promessas eleitorais feitas há quatro anos?&lt;br /&gt;J.E.O. - Três anos e meio é manifestamente pouco tempo. Em primeiro lugar assumimos compromissos de um programa de ruptura, de uma estratégia nova que nunca foram apresentados como podendo ser feitos durante um mandato. Seria impensável fazê-lo. E às vezes até me dá vontade de rir como é que aqueles que têm responsabilidades de 30 anos de gestão, responsabilidades de três quadros comunitários de apoio que não foram minimamente aproveitados venham dizer que não se fez. Quem não fez a pista de atletismo foram eles. Quem não fez o parque de feiras e exposições foram eles. Quem não fez o pavilhão de congressos foram eles. Quem não criou condições para a expansão económica do parque industrial foram eles. Como é que essas pessoas que tiveram todo esse tempo para deixar obra acabaram por desperdiçar oportunidades sem deixar nada feito e vêm-me pedir responsabilidades por três anos e meio. Alguns dos nossos compromissos não estão cumpridos mas podemos passá-los um a um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Falemos então de alguns desses projectos mais emblemáticos. Como por exemplo, o pavilhão multiusos ...&lt;br /&gt;J.E.O. - ...está o concurso realizado, vai entrar em obra no próximo ano, coisa que o PCP nunca fez. Será uma sala de eventos culturais, desportivos e sociais com capacidade para cinco mil lugares. Foi necessário fazer programas, negociar, aprovar projectos, arranjar meios de financiamento e vai entrar brevemente em obra. Para a pista de atletismo temos o terreno adquirido, o PCP não tinha nada. Vai entrar em obra no próximo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Ou seja, um a um houve evolução em todos os projectos?&lt;br /&gt;J.E.O. - Houve evolução. E digo-lhe também isto para o parque de feiras e exposições, para os terrenos de acolhimento para indústria e para os lotes de terreno nas freguesias rurais para construção de habitação jovem que já poderia ter avançado se o PDM já tivesse aprovado. Não fora a aliança entre o PSD e o PCP na gestão da Comissão de Coordenação e noutros apoios que efectivamente têm e que funcionaram como forças de bloqueio ao progresso e ao desenvolvimento da cidade, ao inventarem argumentos torpes e falaciosos para justificaram a não aprovação do PDM, e hoje esses lotes estariam no terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Acha então que houve intencionalidade política na não aprovação da revisão do PDM?&lt;br /&gt;J.E.O. - Não tenho dúvidas quanto a isso. Há três propostas de PDM entregues na CCDRA desde Fevereiro de 2003. Hoje a cidade poderia estar de facto melhor preparada para responder a todos os desafios desde a habitação à localização empresarial se o nosso PDM tivesse sido revisto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Andrade Santos, candidato da CDU  à Câmara de Évora&lt;br /&gt;“A vitória é um objectivo ao nosso alcance”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não revisão do PDM - “prejudicial pelo que trava efectivamente e pelo álibi que vai dando para justificar coisas que não avançam” - e a “privatização” da água são duas críticas dirigidas por João Andrade Santos à maioria PS na Câmara de Évora. Em entrevista ao “Diário do Sul”, o cabeça-de-lista da CDU assume o objectivo de ganhar as próximas eleições autárquicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redacção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário do Sul – Já há quanto tempo é que a sua candidatura está no terreno?&lt;br /&gt;Andrade Santos – Já há bastante tempo. Com visibilidade desde Maio passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. – Neste período de campanha os candidatos como que se reencontram com o concelho, percorrem muito a cidade e as freguesias rurais. Este concelho que agora está a revisitar corresponde ao que esperava encontrar?&lt;br /&gt;A.S. –Vamos lá ver. Eu conheço este território e este concelho através de um contacto aprofundado em momentos muito diferentes. Há mais de vinte anos quando era vereador da Câmara e tinha a cargo nomeadamente as obras municipais e o abastecimento de água calcorreava todo o concelho. Depois, o meu trabalho na Região de Turismo de Évora tem-me levado preferencialmente a calcorrear o Alentejo e permitiu-me ter uma visão da região muito diferente e a visitar sobretudo o que é agradável de ver. Este ciclo de trabalho de pré-campanha dá-me mais uma vez uma visão diferente pois a cidade mudou muito nestes vinte anos, cresceu, há muita coisa nova e muitas carências a suprir. A nível das freguesias rurais é visível que há muita coisa a fazer sobretudo para reter as famílias jovens. Continuo a considerar que não foi por acaso que um semanário de referência considerou esta cidade como aquela onde, no País, é mais agradável viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. – O seu partido propôs-lhe uma missão difícil para estas eleições: tentar reconquistar uma autarquia perdida há quatro anos. Realisticamente acha que este é um objectivo alcançável nestas eleições?&lt;br /&gt;A.S. – Uma missão difícil é seguramente mas valem a pena as outras? Acho que sim, a vitória em Évora é um objectivo ao nosso alcance. Os objectivos e os resultados quem os faz são as pessoas. É uma questão de querer, individual e colectivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. – E, na sua opinião, porque é que Évora deveria mudar de gestão?&lt;br /&gt;A.S. –Se Évora voltar a ter uma maioria CDU as paredes não mudam de cor, nem as pessoas, nem a sua postura. Mas há certamente qualquer coisa que muda: as vivências, a forma de encarar a política e a vida, a relação entre as pessoas e, se calhar, o retomar de um conceito de política que me é muito grato e que, de uma forma muito simplista, passa por resolver os problemas das pessoas com as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promessas não cumpridas&lt;br /&gt;D.S. – Isso não se tem passado nestes últimos quatro anos?&lt;br /&gt;A.S. – Obviamente que não. Em primeiro lugar temos de ser realistas na definição de objectivos, propostas e promessas. E esse foi um aspecto em que a política dominante profundamente decepcionou as pessoas, tanto ao nível do governo do País como do da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. – São as promessas por cumprir?&lt;br /&gt;A.S. – São as promessas para enganar. É o desprezo pelas pessoas que faz mal a toda a gente. Uma das razões que me levaram a aceitar este desafio foi considerar que Évora merecia que a sua comunidade voltasse a confiar na política e em quem a faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. – O que é que destaca destes quatro anos?&lt;br /&gt;A.S. – As pessoas ficaram profundamente feridas quando perceberam que tinham sido enganadas. Foi profundamente negativo as pessoas perceberem que do tanto que lhes foi prometido muito pouco foi realizado. E o que foi concretizado nem seguindo uma linha de rumo coerente. Foi negativo o passo dado no sentido da privatização da água e cujas consequências as pessoas já estão a perceber … no bolso.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. – Mas haveria outro caminho que não este? Este é o único sistema de abastecimento que se executou.&lt;br /&gt;A.S. – Está em preparação e existe a alternativa de um outro sistema no qual os municípios têm a maioria, e portanto o controlo, sobre o processo. E não este em que as Águas de Portugal detêm 51 por cento e que isto é para privatizar para qualquer empresário tomar conta do negócio. Os eborenses já estão a pagar isso. Outro dado é que a água como bem público, ao tornar-se negócio, é apropriada por um pequeno grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. – Portanto, destes quatro anos ficaram apenas promessas não cumpridas?&lt;br /&gt;A.S. -Outro aspecto que evidencia esta gestão : concretizou essencialmente o que já estava no terreno, em obra, em estaleiro ou em plano, financiado pela câmara anterior. Aliás, basta ver o que foi concluído, ainda que algumas estejam há um ano e meio por abrir como é o caso do mercado municipal que está a morrer com esta situação incompreensível. Talvez seja aberto no dia 8 de Outubro, quem sabe?  Um outro aspecto profundamente negativo é a incapacidade de gestão que foi demonstrada nestes anos. A gestão não é uma coisa muito complicada, é essencialmente coordenar meios e o mais importante são os recursos humanos. De facto, esta equipa mostrou que ao fim de um ano e meio tinha rebentado. Os serviços estão num estado calamitoso e a repressão substituiu o diálogo.  Há até declarações de empreiteiros que até aconselham cada eleito a ter um problema a resolver na câmara para ver como é. E a última incompetência ao nível de gestão está no Plano Director Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapacidade no PDM&lt;br /&gt;D.S. - Vamos então à revisão do PDM. O Presidente da Câmara tem argumentado com a existência de uma aliança entre a CDU e o PSD que tem impedido a aprovação das propostas apresentadas. Quer comentar?&lt;br /&gt;A.S. - O melhor comentário é mostrar-lhe a uma carta do actual Ministro do Ambiente datada de 31 de Agosto. No essencial, o Ministro diz que este PDM começou a ser revisto em Fevereiro de 1999 e já lá vão 13 reuniões da comissão de acompanhamento. Mas diz mais. Diz que há dificuldades no processo e que elas se têm registado a nível da fundamentação da estratégia. Além disso, há de facto dificuldade de obter consenso sobre as soluções mais adequadas para problemas de propriedade. E também há um dado fundamental: quando o objectivo central da revisão do PDM é alargar o perímetro urbano isso implica transformar terreno agrícola em urbano o que, segundo o Ministro, tem carácter excepcional e tem de ser fundamentado numa grande dinâmica demográfica. É o nosso caso? Vamos proceder a esse alargamento para quê?&lt;br /&gt;D.S. - Para quê?&lt;br /&gt;A.S. - O Ministro explica. Esse alargamento permite mais valias imediatas e significativas aos particulares. Leia-se: o valor dos terrenos ao passarem de rústicos a urbanizáveis dá um grande salto. Com outra consequência que são os encargos públicos a médio e longo prazos também significativos. Se se alarga um perímetro urbano há que construir estradas, esgotos, adução de água, electrificação, espaços comuns. Isto custa milhões. E numa comunidade economicamente debilitada como a nossa isso é inviável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Resumindo, na sua opinião a não aprovação do PDM resulta exclusivamente de uma falta de capacidade da câmara?&lt;br /&gt;A.S. - Isso diz o Ministro. Quanto espaço disponível há para construção nos espaços intersticiais dentro dos limites urbanos de Évora? Cerca de seis mil fogos. Só a zona actualmente urbanizada dos Leões, onde se investiu dois milhões de contos, que estão ali a secar, tem espaço para um milhar de fogos. Quantos fogos se constroem em Évora por ano num período de grande dinâmica? Cerca de 300. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Em que medida é que a não revisão do PDM tem sido prejudicial para a cidade?&lt;br /&gt;A.S. -É prejudicial pelo que trava efectivamente e pelo álibi que vai dando para justificar coisas que não avançam. Serve de álibi, por exemplo,  para que não avancem os planos de urbanização das freguesias rurais, que haviam sido aprovados por unanimidade  em fins de Janeiro de 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com base nos esclarecimentos do Ministério do Ambiente&lt;br /&gt;CDU culpa autarquia pelo atraso na aprovação do PDM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado da CDU eleito pelo círculo de Évora, Abílio Fernandes, garante que a responsabilidade pelo atraso da aprovação do Plano Director Municipal (PDM) de Évora se deve ao facto “de as três propostas apresentadas pela Câmara Municipal, entre Fevereiro de 2003 e Julho de 2005, não fundamentarem nem justificarem as exigências legais que permitissem a sua aprovação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redacção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação do parlamentar tem por base um esclarecimento do próprio ministro do Ambiente, em resposta a um requerimento que Abílio Fernandes apresentou há dois meses na Assembleia da República, no qual questionou o Ministério do Ambiente, do Desenvolvimento Regional e do Ordenamento do Território sobre as razões que justificam o atraso do PDM.&lt;br /&gt;Abílio Fernandes recorreu a declarações prestadas pelo presidente da Câmara de Évora ao “Diário do Sul”, nas quais José Ernesto Oliveira avançou que, devido ao atraso na aprovação do PDM, “está a ser comprometido o desenvolvimento do nosso concelho”.&lt;br /&gt;Para o deputado, o edil “vem fazendo graves acusações à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) e em particular à Comissão de Acompanhamento do PDM”, garantindo Abílio Fernandes que o autarca “é particularmente crítico relativamente ao modo de funcionamento da comissão técnica de acompanhamento à revisão do plano.”&lt;br /&gt;Acrescenta Abílio Fernandes, no requerimento, que no mandato passado - onde, recorde-se, o agora deputado desempenhava funções de presidente da edilidade - “a anterior Câmara tinha o processo de revisão do PDM em fase de ultimação, devidamente acompanhada pela Comissão Acompanhamento, quando o processo foi interrompido com a mudança de vereação em resultado das eleições de Dezembro de 2001”.&lt;br /&gt;O mesmo parlamentar reconhece que a não aprovação do PDM “causa ao município graves dificuldades”, sendo que, por tudo isto, Abílio Fernandes pediu ao Ministério do Ambiente que aponte “quais são as razões que justificam o atraso do PDM do concelho de Évora, imputado pelo presidente da Câmara à Comissão de Acompanhamento dependente da presidência da CCDRA?”&lt;br /&gt;A resposta do Ministério do Ambiente indicou que os primeiros elementos da revisão do plano, apresentados em Fevereiro de 2003, não foram apreciados por não conterem estudos de caracterização e relatório de fundamentação, garantindo que se seguiu uma segunda proposta, entregue em Julho de 2003, a qual foi objecto de parecer que apontava para diversas rectificações. &lt;br /&gt;Acrescenta a tutela que a nova proposta, entregue em Setembro de 2004, ainda não continha a fundamentação necessária para a aprovação de ampliação do perímetro urbano da cidade e para a solução proposta para o fraccionamento da propriedade. &lt;br /&gt;“Após várias reuniões, realizadas entre Outubro de 2004 e Julho de 2005, para esclarecimentos e aprovação de aspectos específicos, a proposta final, acompanhada de todas as caracterizações e fundamentações, foi apresentada em 18 de Julho e 2005, estando actualmente em análise”, avança ainda o Ministério do Ambiente na resposta ao requerimento do deputado da Coligação Democrática Unitária.&lt;br /&gt;Para Abílio Fernandes, “o mesmo é dizer que, afinal, as responsabilidades que a Câmara Municipal imputou à CCDRA não lhe podem ser atribuídas. Devem sim ser atribuídas a quem não teve capacidade para entregar uma proposta de revisão do PDM cumprindo as exigências legais”, conclui o deputado da CDU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Dieb, candidato do PSD à Câmara de Évora&lt;br /&gt;“Falta uma visão global”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais problemas da cidade – trânsito, habitação, desenvolvimento económico – não se resolvem sem a existência de uma “ideia global para a cidade”. Diz António Dieb, cabeça-de-lista do PSD à Câmara de Évora, que essa é uma lacuna que se tem vindo a arrastar. O candidato responsabiliza ainda a autarquia pela não revisão do PDM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redacção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário do Sul – Encabeça a lista do PSD numas eleições para as quais o seu partido parte sem qualquer vereador na Câmara de Évora. Tem sido difícil mobilizar as pessoas para este desafio eleitoral?&lt;br /&gt;António Dieb – Difícil não tem sido embora a mobilização das pessoas hoje seja diferente. As pessoas já não estão muito disponíveis para as grandes caravanas e as grandes agitações. Estão muito mais interessadas em ideias, propostas concretas, analisar o trabalho que está a ser feito e a verificar o que poderá ser melhorado. Essa mobilização tenho-a sentido. Tendo sentido o partido todo à minha volta, sem excepções, uma boa receptividade por parte das pessoas e tenho-as visto mobilizadas em termos de ideias novas. Por aí não me posso queixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Em todo o caso o PSD concorre sozinho em Évora quando noutros municípios do distrito estabeleceu coligações com o CDS e com o PPM. Porque é que não avançou uma solução deste tipo?&lt;br /&gt;A. D. - O problema de não termos nenhum vereador agrava a nossa dificuldade de acesso à informação e de podermos acompanhar de perto o trabalho do Executivo camarário. Quanto ao espectro social que eventualmente justificasse uma coligação, essa questão não se chegou a colocar e não valerá a pena estar agora a ponderá-la. Vamos com as nossas ideias tentar colaborar com todos e trabalhar a partir daí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Já definiu um tecto mínimo a partir do qual considere estar perante um bom resultado eleitoral?&lt;br /&gt;A.D. - Um bom resultado é ganhar a Câmara de Évora. Temos  de, com as nossas ideias, com as nossas opiniões, tentar motivar as pessoas para novos projectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Tudo o que for abaixo disso é um mau resultado?&lt;br /&gt;A.D. - Não. Julgo que não há nem bons nem maus resultados. Vamos ver qual a confiança que as pessoas nos dão. O resultado será aquele que as pessoas entenderem e democraticamente teremos de o respeitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Se não chegará presidência mas for eleito vereador irá cumprir o mandato?&lt;br /&gt;A.D. - Absolutamente. Assumirei as minhas responsabilidades quando for eleito, seja para presidente ou para vereador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Novos projectos”&lt;br /&gt;D.S. - Reportando-me aos cartazes que colocou na cidade, pergunto-lhe muito directamente porque é que acha que a cidade precisa da sua voz na autarquia?&lt;br /&gt;A.D. - A maneira mais fácil de responder é que basta ouvir o discurso dos outros. Tivemos a responsabilidade da CDU durante quase três década na Câmara, temos a responsabilidade do PS nos últimos quatro anos ... As pessoas vêm o que foi a responsabilidade destes dois partidos e se querem ideias novas, se querem um projecto novo, alguém que está disponível para trabalhar com todos para o bem comum só poderão votar em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Quais são, então, as ideias novas que traz para esta campanha?&lt;br /&gt;A.D. - Antes de mais uma ideia integrada daquilo que deve ser o concelho de Évora. Não uma ideia partida em pequenos aspectos, como resolver o problema do trânsito, da habitação ou do emprego. Nada disto se resolve segmento a segmento mas com uma ideia global para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - E essa visão global tem faltado?&lt;br /&gt;A.D. - Claramente. Ninguém pode dizer que existe uma visão global para o concelho da CDU. Tivemos uma CDU que se limitou à restrição e ao património do centro histórico abandonando tudo o resto. Temos um PS que não se percebe muito bem o que pretende e que esvazia o centro histórico, espartilha-o em construção e esquece o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Como é que concretiza essa ideia global para cidade?&lt;br /&gt;A.D. - Sem promessas. Com objectivos e com compromissos de os procurar cumprir: Évora centralidade de desenvolvimento e Évora referência turística e cultural. Para isso alguns eixos fundamentais: crescimento económico, estimular as empresas que se encontram no nosso concelho, atrair outras, fomentar o empreendedorismo em particular por parte dos jovens, fomentar um turismo de prestígio que nos distinga das outras regiões turísticas do País, garantir a quem precisa o apoio da Câmara em matéria de habitação social, serviços sociais de proximidade e assistência social. Termos um planeamento urbano que não se limite a permitir a construção por todo o lado mas onde se preserve o ambiente e onde se integrem os chamados espaços multiusos. Estas são as nossas preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Que vai quantificar de forma objectiva?&lt;br /&gt;A.D. - Não. Não vamos cair no ridículo de quantificar promessas como as que ouvimos das 400 casas, as mil árvores, os milhares de empregos. O que interessa realmente é termos objectivos e com toda a honestidade dizermos às pessoas que os vamos procurar cumprir. Em termos de qualidade de vida deixe-me ainda dizer que é absolutamente essencial a autarquia compreender que ela está muito ligada aos serviços da câmara municipal. As pessoas não podem estar num município a fazer o que lhes interessa ou a satisfazer os interesses de alguns. Têm de ter capacidade de planear trabalho, organizar equipas e verificar a execução dos planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não existe capacidade&lt;br /&gt;de liderança”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Por detrás dessas palavras deixa induzir uma crítica à gestão socialista?&lt;br /&gt;A.D. - Não é uma crítica, é uma observação muito clara. Quando uma câmara municipal perde ao longo de quatro anos vários assessores do presidente e passados quatro anos há um presidente que afasta os quatro vereadores estamos claramente na presença de uma falta de capacidade de gestão, de uma falta de capacidade de liderança. E quando vemos que a reestruturação orgânica da câmara aumentou significativamente o número de chefias, o número de departamentos, burocratizou ainda mais o funcionamento dos serviços, estamos claramente na presença de um erro de gestão. Outro erro que evidencia falta de liderança e de projecto é a forma como Évora tem estrangulado com empreendimentos urbanísticos sem qualquer tipo de distinção, pelo ficar cada vez mais esmagada em torno do centro histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Na sua opinião há construção a mais?&lt;br /&gt;A.D. - Não há a mais. Temos é casas construídas por todo o lado sem um planeamento adequado. É preciso que as casas sejam construídas sabendo-se qual vai ser a progressão da cidade, o enquadramento das pequenas centralidades de bairros, a proximidade ambiental ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - ... aí o Executivo autárquico tem argumentado com a dificuldade de aprovação do Plano Director Municipal.&lt;br /&gt;A.D. - A não aprovação da revisão do PDM é da exclusiva responsabilidade da câmara municipal que ao longo de quatro anos não foi capaz de elaborar uma proposta que fosse aceite de acordo com as exigências legais. Mas mesmo desactualizado e a necessitar de uma  urgente revisão, o PDM não impede que a câmara possa planear os espaços urbanos onde tem a obrigação de intervir. Melhorando os espaços de lazer nos bairros, melhorando as acessibilidades entre os bairros, a localização das zonas não construídas e iniciando a deslocalização dos serviços públicos para fora do centro histórico diminuindo a pressão de trânsito, estacionamento, custos com habitação no interior das muralhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mariana Cascais, candidata do CDS-PP à Câmara de Évora&lt;br /&gt;“Évora não está melhor”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas sociais, o desenvolvimento económico e o trânsito estão nas preocupações do CDS-PP para as próximas eleições autárquicas em Évora. Professora universitária, ex-Secretária de Estado da Educação, Mariana Cascais defende a inevitabilidade do trânsito ser condicionado numa  faixa alargada do centro histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redacção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário do Sul – Parte para estas eleições com que objectivo eleitoral?&lt;br /&gt;Mariana Cascais – Todos os candidatos dizem, até por uma questão de coerência para com as pessoas, que têm o objectivo de atingir o lugar de presidente da câmara. No fundo é para isso que os partidos nos propõem e que nós aceitamos as candidaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Mas de uma forma mais pragmática, mais realista?&lt;br /&gt;M.C. -Eu parto para esta luta com a convicção de que o CDS e eu em particular temos alguma coisa a dizer à cidade, temos convicções que são importantes, defendemos valores e formas de organizar a cidade que são mais vantajosas para as pessoas que aqui vivem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Já vamos abordar as propostas política que quer trazer para a campanha. Antes coloco-lhe ainda uma questão de natureza partidária. Tanto o CDS como o PSD não têm actualmente qualquer vereador em Évora mas concorrem em listas separadas. Isso merece-lhe algum comentário?&lt;br /&gt;M.C. -Eu acho que não houve qualquer razão especial para concorrermos desta forma. Preferia nem sequer fazer comentários em torno desta questão. Não foi a mim que me coube fazer qualquer tipo de negociação. De qualquer modo, até pelo programa que temos para a cidade, o CDS tem capacidade para concorrer sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Quanto às propostas que traz à campanha, qual a ideia-chave da candidatura do CDS-PP?&lt;br /&gt;M.C. -O CDS quer fazer passar que Évora não tem os recursos nem as potencialidades que normalmente são atiradas com alguma demagogia. Temos alguns recursos mas temos de os saber valorizar. Somos um partido que respeita as pessoas na sua individualidade, como seres particulares, com os seus próprios problemas. Temos uma componente social extremamente importante. Não é a componente da caridade nem da ajuda porque o CDS não se alimenta da pobreza dos outros. É uma componente de solidariedade real, valorizando o que cada um pode fazer por si próprio e pelos outros. Pretendemos, sem suma, afirmar-nos como alternativa válida e sólida.&lt;br /&gt;D.S. - Já que aborda as questões sociais, recordo-lhe que o executivo socialista tem apontado uma “marca social” como elemento distintivo deste mandato. Essa marca é visível para o CDS-PP?&lt;br /&gt;M.C. -Não acho que seja tão visível quanto isso. Percebo que o Executivo não teve um tempo imenso pra cumprir todas as suas promessas. Tive a experiência de estar num Governo e sei que nenhum Executivo, seja ele nacional ou local tem capacidade para num mandato cumprir tudo aquilo que se propõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Então o que fica destes quatro anos?&lt;br /&gt;M.C. - Eu não estou de acordo com a política da câmara. Mas julgo que desta, ou de outra qualquer, fica sempre algum esforço independentemente da validade das soluções. O projecto desta câmara é um. O meu seria outro completamente diferente. Vemos pequenas melhorias superficiais, talvez haja mais luz num ponto ou noutro, talvez a ecopista funcione, a linha azul trouxe algumas melhoras para o trânsito. Há estes pormenores mas em substância Évora não está, de facto, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Falta o quê?&lt;br /&gt;M.C. -Falta criar desenvolvimento, criar trabalho compatível com a classe média pois é ela o motor do desenvolvimento. Falta criar oportunidades. Falta criar vontade nas pessoas para ficarem aqui. Não basta construir casas se não houver ninguém para as habitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Aí entra um questão antiga e que se prende com a pouca ligação entre autarquia e universidade. Acha que neste domínio ainda se pode evoluir?&lt;br /&gt;M.C. -Eu acho que essa relação nunca foi a ideal. E não vou dizer que a culpa é da câmara. Nunca foi suficientemente criada uma relação que pudesse  potenciar as mais valias de cada uma das instituições. E isso por uma questão de provincianismo, se quiser. Porque todos nós aqui sofremos do mesmo defeito e temos a tendência de olhar para nós próprios e querer valorizar aquilo que fazemos independentemente de cedermos parte dos nossos louros em benefícios dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rotina de não fazer”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Em termos dos grandes projectos que ficaram por cumprir, como o parque de feiras ou a biblioteca, acha que era uma inevitabilidade dada a situação financeira da autarquia ou houve aqui alguma inércia?&lt;br /&gt;M.C. - Acho que o parque de feiras não é tão difícil como possa parecer. Aí é uma questão de vontade política. A herança foi complicada, muito pesada, e há uma rotina de não fazer. Mas a verdade é que nalguns casos essa situação também não pode servir de desculpa. Por exemplo, no caso do estacionamento, do fechar o trânsito numa zona mais alargada do centro histórico ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - ... essa é uma prioridade do CDS-PP?&lt;br /&gt;M.C. - É uma prioridade. Na luta por esta câmara temos a preocupação de prestar um serviço. E isso faz-se mesmo com um eventual sacrifício de votos. Condicionar o trânsito numa zona mais alargada do centro histórico, por exemplo entre a Acrópole e metade das ruas envolventes da Praça do Giraldo, só seria impopular numa primeira fase. Depois as pessoas acabariam por perceber que essa é a solução, tal como já aconteceu em diversas cidades europeias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Do ponto de vista da promoção do desenvolvimento económico, o que é que tem faltado?&lt;br /&gt;M.C. - Olhe, desde  logo a capacidade para cativar investimento para aqui. E isso prende-se muito com o preço dos terrenos no parque industrial ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - ... embora este parque esteja praticamente esgotado.&lt;br /&gt;M.C. - Este não é um parque industrial. É outra coisa qualquer. Eu tenho o meu contabilista lá, a veterinária dos cães também está lá. Devia haver uma zona onde, efectivamente existisse indústria. Não se cativa investimento para aqui porque efectivamente o parque industrial é muito caro. Houve por exemplo a tentativa de escolher investimentos altamente sofisticados, tecnológicos, quando Évora nem sequer tem massa crítica para preencher esses postos de trabalho. Vai ter de vir para aqui muita gente qualificada para ocupar esses lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - O que pode não ser mau.&lt;br /&gt;M.C. - Não, pode até ser naturalmente bom. Mas têm de existir alternativas para as pessoas que aqui vivem, que são de cá. E aqui o que surgiu? Eventuais ofertas de trabalho no Fórum Évora, em part time ou com contratos de trabalho precários. Isso não é desenvolvimento e muito menos endógeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - A propósito do Évora Fórum coloco-lhe uma última questão. O voto da Câmara de Évora foi decisivo para a aprovação deste projecto comercial. Se o CDS-PP tivesse maioria na autarquia tinha deliberado do mesmo modo?&lt;br /&gt;M.C. -Com toda a franqueza, digo-lhe que não me sinto em condições de, honestamente, ser totalmente a favor ou totalmente contra o Évora Fórum. Acho que envolve um certo progresso, existirá algum desenvolvimento económico mas também existem muitas desvantagens, entre as quais alguma deslocalização de actividades que eu não sei se será benéfica para o nosso centro histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amália Oliveira, candidata do Bloco de Esquerda à Câmara de Évora&lt;br /&gt;“A cidade estagnou”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação cívica dos cidadãos na vida da cidade, o apoio às artes, a dinamização cultural e as políticas sociais constituem algumas das prioridades do Bloco de Esquerda. Amália Oliveira, cabeça-de-lista à Câmara de Évora, critica o que diz ter sido a “estagnação” da cidade nos últimos quatro anos.&lt;br /&gt;Com esta entrevista o “Diário do Sul” dó início a um conjunto de entrevistas com todos os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Évora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redacção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário do Sul - Considerando que a eleição de um vereador pelo Bloco de Esquerda parece um objectivo inalcançável, qual o sentido desta candidatura à Câmara de Évora?&lt;br /&gt;Amália Oliveira - Faz todo o sentido concorrer porque as eleições são um período em que é mais fácil chegar às populações. As pessoas estão mais receptivas a ouvir e tentam informar-se sobre as diversas propostas. Depois, faz todo o sentido porque queremos ser cada vez mais uma força viva nesta cidade. Não concorremos para ter um vereador mas para dar a nossa opinião pois é difícil participar na vida de uma cidade se não for em momentos como este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - É então uma questão de mensagem. E qual é a grande mensagem que o Bloco quer passar nesta campanha autárquica?&lt;br /&gt;A.O. - Temos algumas ideias. Achamos que podemos ter um papel de intervenientes e interlocutores entre a população e os órgãos autárquicos, sejam eles a Junta de Freguesia da Malagueira, onde também concorremos, a Câmara ou a Assembleia Municipal. Esta é a nossa vontade, aquilo que queremos fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. – Vamos olhar um pouco para o que tem sido a vida da cidade. Há quatro anos a Amália Oliveira também concorreu à Câmara Municipal. Houve uma mudança na autarquia com o fim de uma gestão comunista de 25 anos. Qual é o balanço que faz destes quatro anos de maioria PS?&lt;br /&gt;A.O. – É um balanço fácil de fazer porque todos os grandes estandartes erguidos por esta vereação há quatro anos praticamente não foram concretizados. Temos as condutas de água e a ecopista mas as grandes apostas como o estádio municipal, as 400 casas por ano para os jovens e pessoas com dificuldade, as mil árvores por ano, o parque de exposições, a biblioteca e a recuperação do Salão Central, por exemplo, ficaram por fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. E isso na sua opinião ficou a dever-se a que factor?&lt;br /&gt;A.O. - Para já existe uma grande inércia. Iremos seguramente ouvir o Presidente da Câmara falar das grandes dívidas encontradas na autarquia e que foram herdades do mandato anterior ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - ... dívidas que de facto existiam. A situação financeira era de facto bastante má.&lt;br /&gt;A.O. - Mas como dizia, e bem, o PS há uns anos atrás, os Governos não se podem escudar constantemente há conta do deficit. Assim como a Câmara não se pode escudar constantemente atrás das dívidas. Tem de haver uma dinâmica. Acho que houve uma grande inércia, um marasmo. A cidade estagnou o que é visível até a nível cultural. Cada vez se faz menos e se vê menos vontade de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Investimento&lt;br /&gt;na imagem”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - A nível cultural fala em estagnação. Quer especificar?&lt;br /&gt;A.O. - Há quatro anos, por exemplo, fizemos algumas críticas ao “Viva a Rua” e ao facto do Teatro Garcia de Resende estar condicionado exclusivamente ao teatro. Não temos absolutamente nada contra o teatro nem contra o Cendrev mas achamos que as coisas deviam ser um pouco mais dinâmicas. Continuamos na mesma. O “Viva a Rua” pura e simplesmente desapareceu. Temos alguns espectáculos pontuais na cidade durante o Verão mas de tal forma mal publicitados que muitas vezes as pessoas da própria cidade não sabem o que se está a passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Uma das tónicas destes quatro anos é a maior exposição mediática da cidade através da realização de grandes eventos, como o “Évora Moda”, a participação na novela da TVI ou o aeromodelismo com o Júlio Isidro. Como é que o Bloco de Esquerda vê este tipo de iniciativas?&lt;br /&gt;A.O. - Eu acho que são importantes desde que complementadas com outras. Quando passamos um ano inteiro em que não há absolutamente mais nada para além do “Évora Moda”, onde se gastam rios de dinheiro, ou uma participação numa novela alguma coisa está mal. O que vemos é um grande investimento numa imagem, numa fotografia. Por trás não há nada de concreto e quando as pessoas vêm ver essa fotografia não encontram nada. Falta substância às coisas que se fazem. Eu até aceitava o “Évora Moda” se fosse uma forma de promover os estilistas da terra ou a novela se os actores de Évora fossem chamados a participar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Neste domínio da cultura e das artes por onde deveriam passar as apostas da autarquia?&lt;br /&gt;A.O. - Pelo incentivo à produção cultural e artística na cidade o que pode ser feito de várias maneiras. Lembro-me de há quatro anos termos feito uma crítica à “Fábrica da Música” pela forma como estava a ser dirigida por uma daquelas empresas pseudo municipais. Mas havia alguma dinâmica. Ao fecharem-na, não sabemos exactamente porquê, dizeram-nos que iria haver um concurso de ideias para escolher um conjunto de pessoas e dinamizar aquele espaço. Esse concurso não chegou a ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Melhorar&lt;br /&gt;os resultados”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - A nível social, o PS tem defendido que estes quatro anos ficam assinalados por uma “marca social” na gestão da autarquia visível, por exemplo, no cartão do munícipe idoso e da habitação social. O Bloco de Esquerda vê essa marca social na gestão do município?&lt;br /&gt;A.O. - Sinceramente não vejo. É provável que, como dizem os cartazes, os idosos andem mais satisfeitos porque têm um cartão que lhes permite andar a passear de autocarro pela cidade. Deve ser a isso que o Executivo se refere. Em relação à habitação social a promessas de 400 casas por ano ficou por cumprir. Creio que nem sequer chegaram às 400 casas em quatro anos. Também na Educação não aparece o social e lembro que o jardim de infância da Câmara fechou. Uma das grandes carências da cidade prende-se com a falta de infantários e de creches. Quando a autarquia tem um e o fecha estamos mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Antes de concluirmos a entrevista quero ainda abordar questões de natureza mais político-partidária. Há quatro anos teve uma votação muito pouco expressiva. Em termos de votos, quais os objectivos com que parte para esta campanha?&lt;br /&gt;A.O. - Melhorar esses resultados. Apesar das pessoas nos terem dito que tinha sido a melhor campanha feita pelo Bloco de Esquerda em Évora houve uma bipolarização de tal maneira acentuada que praticamente desaparecemos. Melhorar de forma clara esse resultado é o nosso objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S. - Já nas últimas legislativas, conseguiram em Évora um resultado surpreendente. Acha que esse eleitorado conquistado para as legislativas pode ser “transportado” para as autárquicas?&lt;br /&gt;A.O. - Espero que sim. Nas legislativas as pessoas votaram em nós e sabiam que não iriamos eleger nenhum deputado pelo distrito. Devemos votar nos partidos com os quais nos identificamos sem nos preocuparmos com o resultado. A existência dos pequenos partidos é importante e faz com que haja outras vozes, outras alternativas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;posted by redeexpresso@autarquicas2005&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16419622-112747197968207662?l=redeexpevora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://redeexpevora.blogspot.com/feeds/112747197968207662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16419622&amp;postID=112747197968207662' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16419622/posts/default/112747197968207662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16419622/posts/default/112747197968207662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://redeexpevora.blogspot.com/2005/09/rede-expresso-vora.html' title='Rede Expresso [�vora]'/><author><name>Diário do Sul (Évora)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03831971438122979641</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
